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Resenha #7: A Menina Mais Fria de Coldtown - Holly Black


Ei, pessoas que não me conhecem, tudo numa boa? Eu me chamo Juh e sou a nova resenhista do Books Acess! ÊêÊê! De agora em diante, vocês me verão bastante por aqui...

Enfim, a resenha de hoje é do livro A Menina Mais Fria de Coldtown, da ilustríssima Holly Black.

O livro inicia-se de uma maneira bem... estranha. Tana acorda em uma banheira, na manhã após uma festa do pôr do sol. Ela só se lembra de beber horrores e se esconder nesse lugar nada convencional para evitar seu ex-namorado babaca. Mas, a história realmente começa quando ela, ao dar uma voltinha pela casa, descobre os corpos dilacerados do que antes tinham sido seus colegas de classe. "O que aconteceu com todo mundo?" Seria sua primeira pergunta. Porém, ela já tem a resposta, porque, nessa nova realidade criada por Holly Black, também há vampiros.

Ok, ok. Agora você está, provavelmente, tentado a fechar essa página e procurar outros livros para ler. Por causa de tudo aquilo sobre vampiros que brilham e essas coisas, certo? Bom, faça isso e estará cometendo o pior erro da sua vida. A Menina Mais Fria de Coldtown é um livro fantástico, com monstros sádicos e pavorosos. Além disso, quem perderia um banho de sangue?

Não, espera, essa frase ficou realmente estranha.

De qualquer forma, esse novo universo me confundiu um pouco. A autora não diz diretamente em que época a história se passa, então eu prefiro acreditar que o livro também pode ser considerado uma distopia. Há inúmeras referencias e semelhanças com o nosso mundo atual, e foi isso que o tornou um pouco bagunçado. Isso e o fato de que a narrativa não é linear. Ás vezes, a Holly Black nos apresenta memórias, ou até mesmo capítulos inteiros narrados por personagens secundários. Apesar de tudo, depois que me acostumei, eu comecei a gostar desse jeito de escrita.

O enredo, como eu disse antes, é um pouco confuso, mas bem interessante. Obviamente, houve coisas bem clichês, e outras que me surpreenderam.

Falando sobre coisas clichês, a personagem principal, Tana, é a típica heroína que vemos constantemente nos livro atuais. Mas, com um pequeno bônus que torna tudo mais interessante. Ela não fica se lamentando por aí. Não é completamente invencível. E, o mais importante, ela não é completamente obcecada pelo garoto. O que, meu Deus, já faz uma diferencia fenomenal.

De novo, esse assunto me leva a outra coisa que eu gostaria bastante de comentar. O romance também foi algo bem diferente (positivamente, claro) das obras que encontramos hoje. Tirando algumas pequenas partes, o casal principal não é meloso e açucarado demais. A autora não dedica capítulos inteiros para inúmeras declarações de amor. Ah e, definitivamente, não houve uma coisa que acontece em todo livro/filme/série ao ponto de me irritar.

Eles não se apaixonaram imediatamente. Uhuu! Comemorem! Não vemos isso frequentemente...

Não que eu tenho algo contra amor à primeira vista. Claro que não. Mas, se você acabou de sofrer um trauma e um monte de pessoas conhecidas estão mortas na sala ao lado, você não presta atenção no corpo/olhos/cabelo do possível assassino, né?

Quanto ao final, eu achei que ficaria embolado e etc, porque faltavam, tipo, umas vinte páginas para acabar e ainda não havia um "término", por assim dizer. Mas, nessas vinte páginas, a Holly Black me surpreendeu (sim, eu realmente não esperava aquilo) e me fez gostar ainda mais da personagem principal, Tana.

Houve pontos negativos? Além dos que eu já citei? Bom, não. Quer dizer, não suficientemente importantes para serem listados aqui. 

E pontos positivos? Como vocês não me conhecem muito bem, não sabem que há uma coisa que eu odeio muito. Claro que tem algumas poucas exceções, mas, no geral, me incomoda demais quando um autor, ou uma autora, escreve sobre vampiros e distorce completamente esses seres mitológicos. Eles precisam ser malvados e assassinos frios. Senão, qual é a graça? Um vampiro que se alimenta só de sangue animal, não é um vampiro. Um vampiro que nunca matou ninguém, não é um vampiro. E, pelo amor de deus, um vampiro sempre bonzinho não. é. um. vampiro. 

Por sorte, Holly não escreveu seus personagem dessa forma. Lógico, há alguns que não necessariamente querem ser um monstro, mas, ainda podemos ver o assassino, o vilão, refletidos em todos eles.

Bom, essa foi a minha resenha, espero que tenham gostado. Até mais.

Booktrailer:



Titulo: A Menina Mais Fria de Coldtown;
Titulo Original:  The Coldest Girl in Coldtown;
Autor: Holly Black;
Tradução: Ana Death Duarte;
Editora: Novo Conceito;
Gêneros: Romance, Ficção Cientifica, Ficção Fantástica, Literatura Infanto Juvenil;
Número de páginas: 384;
ISBN: 9788581634036.
Ano: 2014.
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