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Crítica #8 | Filme: Mulher-Maravilha


​Após décadas de espera desde o lançamento dos quadrinhos em 1941 e a primeira aparição da Mulher-Maravilha em live-action na TV, interpretada por Lynda Carter na década de 1970, temos que assumir: chegamos ao cinema com poucas expectativas para não sermos decepcionados. Mas, felizmente, o filme nos surpreendeu de tal maneira que foi, sem dúvidas, um dos melhores filmes de super herói que já assistimos.

Quem diria que de uma simples cena de "Batman vs. Superman: A Origem da Justiça" iria dar enredo a esse espetacular filme. O longa é uma apresentação da origem da super-heroína, a Princesa das Amazonas, que cresceu cercada de mulheres guerreiras, como sua mãe e sua tia, na ilha de Themyscira. Desde muito nova Diana já se interessava pela arte de lutar, mas sua mãe tinha medo e não queria que ela seguisse esse caminho.

Então a menininha cresceu, começou a treinar com sua tia, ainda sem saber direito sobre seus poderes, até que um evento na ilha faz com que ela abandone seu lar, onde tudo era maravilhoso e sempre estava protegida, para lutar em defesa dos homens durante a 1ª Guerra Mundial. Diana, muito inocente e tendo pouca noção de como o mundo realmente era, se depara com uma triste realidade e aos poucos ela vai tentando entender como as pessoas se comportam.


Com uma trama bem adaptada da história do Zack Snyder pelos roteiristas Allan Heinberg e Geoff Johns, você fica imerso no universo da Mulher-Maravilha desde o início. Com uma dosagem de comédia na medida certa e muita ação, as quase 2 horas e meia de filme passam que você nem percebe. Um dos poucos pontos fracos do filme são os efeitos especiais, que não são um dos melhores, como o longa merecia, mas também não deixam tanto a desejar.

Agora precisamos falar que Gal Gadot está de parabéns. Desde o anúncio que a atriz daria vida a protagonista do filme, as pessoas não tinham muita certeza de que isso daria certo. Mas temos que falar, deu. E muito! Gadot já tinha mostrado para o que veio no ano passado durante sua participação em "Batman vs. Superman" (que "salvou" o filme) e dessa vez ela fez nos apaixonarmos por ela e pela personagem.

A atriz e modelo, que nasceu em Israel, também possui nacionalidade tcheca, polonesa, austríaca e alemã por causa de seus avós. Com uma beleza inegável, ela chegou até a ser Miss Israel em 2004 e foi competir no Miss Universo. Em sua carreira, participou da franquia "Velozes e Furiosos", onde dispensou o dublê de corpo e fez aulas de motociclismo para as cenas do filme. Por causa disso a atriz acabou se apaixonando por motos e agora é dona de uma Ducati Monster S2R.

Gal é uma mulher extraordinária e representou muito bem a heroína e as mulheres em geral. Fora que além de ser muito parecida com Diana dos quadrinhos fisicamente, a atriz já fez parte do exército israelense, trabalhando, assim como sua personagem, em defesa dos seres humanos. Ainda tem o detalhe que ela leva tiro, porrada e bomba (literalmente), é arremessada de um lado pro outro, e ainda permanece com o cabelo intacto sem um fio fora do lugar durante toda a atuação.

O final não é tão surpreendente, mas mesmo assim "Mulher-Maravilha" continua sendo um filme sensacional, que empodera a mulher - não só pela protagonista, mas também por causa da diretora, Patty Jenkins, que dirigiu o projeto de uma ótima forma - a colocando numa posição onde ela já deveria estar a muito tempo, e passando uma ótima mensagem de uma maneira não tão explícita. O longa não vai desapontar os amantes dos quadrinhos da DC, isso podemos garantir. Finalmente a editora conseguiu alcançar um patamar bem próximo das produções da Marvel.

"Mulher-Maravilha" está em cartaz nos cinemas brasileiros e a heroína ainda volta para uma outra aparição no fim do ano ano em "Liga da Justiça".
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